Ao andar pelo loteamento Kephas, pode-se perceber a quantidade de empreendimentos pelas ruas. Padaria, distribuidora de gás, cabelereiro, mecânico, manicure e tantas outras profissões movem os moradores do bairro.
Conforme levantamento realizado pela Prefeitura, existem 333 comércios, 130 indústrias e 248 serviços cadastrados no bairro. São oportunidades em diversas áreas e próximas das residências da comunidade. “Eu trabalho em casa há seis anos, tenho um salão de beleza. Por motivos diversos tive que deixar o salão que estava trabalhando e abrir o meu”, comenta a manicure Ana Maria Correa Meller, 38 anos.
Mesmo quando teve que buscar emprego em uma fábrica, Ana não deixou de trabalhar como manicure. Durante os finais de semana marcava horário com as clientes e realizava o serviço. “Eu sempre gostei, minha cunhada tinha salão e me convidou para trabalhar lá por um tempo. Aprendi com ela, fui me aperfeiçoando e gostando cada vez mais”, salienta. No seu próprio salão, há muitos clientes fixos e, conforme ela comenta, poucas horas vagas.
Quem também tem pouco tempo livre é Deise Rangel da Rosa Silva, 34 anos, a confeiteira no bairro. Trabalhando em casa há três anos, no seu próprio negócio, vende salgados e doces em geral. “No começo fiz salgados congelados, porque eu gosto de cozinhar. Aprendi com a minha mãe quando eu era pequena”, ressalta. Deise está à espera do seu diploma de confeiteira e salienta a importância de buscar aprimoramento. “Para seguir na profissão é necessário gostar do que se faz e, além disso, realizar cursos de aperfeiçoamento. Com aprendizagem conseguimos fazer novos produtos para vender”, comenta.
Já Mariano Rosado, 54 anos, faz policiamento escolar na Escola Eugênio, então sua função é garantir a segurança de professores, funcionários e estudantes, como a própria filha de Deise. Ele atua na Guarda Municipal de Novo Hamburgo e está nesta área há 22 anos. Já trabalhou nos setores de fiscalização de trânsito, departamento de educação, inspetoria, corregedoria, policiamento ambiental e agrupamento de operações especiais. Rosado é da primeira turma que se formou no Município nessa profissão. “Em 1990, quando decidi realizar a prova, já conhecia a função, pois havia visto o trabalho em outras cidades. Com base nisso, fui incentivado a fazer o concurso”, salienta. Para ser um guarda municipal é necessário cumprir alguns requisitos obrigatórios para exercer a função, como: ter ensino médio completo, portar a Carteira Nacional de Habilitação nas categorias A e B, e não ter pendências com a justiça. Rosato conta quais foram os passos após o concurso. “Após passarmos no concurso, a primeira fase é participar do curso de capacitação, depois somos avaliados. Somente posteriormente a formatura e recebemos o uniforme”, comenta.
Seja embelezando as moças do bairro, fornecendo guloseimas para as festas ou protegendo a comunidade escolar, Ana, Deise e Mariano tem uma convicção em comum: para não ficar para trás, é preciso se aperfeiçoar dentro da profissão.

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